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Existo no ciberespaço?! Acorda pra vida Caiam por terra Todas as teorias mal fadadas Que trazem solidão Como o feitiço da princesa sem sorte. Anulem os contratos Que anunciam amor eterno Porque ao homem é preciso pensar E já não se fabricam castelos de cristais Varinhas de condão Poesias que se dizem arte Cantando sentimento do mundo. Caiam por terra Todas as promessas e lisonjas decoradas Repetidas aristotelicamente Como se fossem as primeiras. Acorda pra vida. Abandona esta pena Fecha este livro de histórias Que tem antipatia por pontos finais... Kafka se foi há tempos E a ponte demolida Leva nada a lugar nenhum. Creia: É tudo ilusão. Escrito por Júnia Mara às 20:33:15 [] [envie esta mensagem] Natureza íntima Cansada de observar-se na corrente Augusto dos Anjos Escrito por Júnia Mara às 18:00:46 [] [envie esta mensagem] De que vale amar Perdidamente/ Levianamente/ Apaixonadamente? Chega um tempo em que amar/ Faz-se ‘bom-dia’, Dizem alguns,/ O clímax da evolução. Amar aqui e além,/ O pré e o pós/ Na ceifa da mísera vida Dos que amam,/ Esperam/ Sofrem/ Sofregam/ Adoecem/ Carecem/ Humilham-se/ Morrem. Ah, o amor.../ Muleta que ri o fraco, / O dependente,/ Que torna o outro/ A precisar Viver o outro/ E ainda aquele que deixa de Ser ... Amor mata/ Veste negro,/ Dança na tumba, Parasita que foge de toda e qualquer ciência.
Fique torto no seu canto Não ame. Escrito por Júnia Mara às 21:28:34 [] [envie esta mensagem] Da Inquieta Esperança Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele Mário Quintana Escrito por Júnia Mara às 14:33:00 [] [envie esta mensagem] Biritando com (o) medo Por terra caia toda a certeza, O medo de novo venceu a batalha. Banguela a boca, trajando mortalha, Ele bebe o sangue e sobe à mesa Aos ouvidos dos covardes grita Calam-se todos com cabeça baixa Olham para o chão, é de madeira a caixa Com a matéria podre que sobrou da vida O medo-rei, prenhe da morte, Canta, ri e condena a sorte Do suicida que o punhal mata Do pescoço magro que a corda ata E feliz (a ele felicidade é sina) Desce da mesa e pisa nos ossos Tropeça num braço e cai nos destroços Faz da carne – cama, do sangue, piscina. Escrito por Júnia Mara às 19:52:03 [] [envie esta mensagem] SONETO Ana Cristina Cesar Pergunto aqui se sou louca Que uso o viés pra amar Pergunto aqui meus senhores E que se diz ser alguém Escrito por Júnia Mara às 15:31:29 [] [envie esta mensagem] Outras impressões Vem, traga a clareza dos teus olhos Tuas mãos lânguidas em mim a passear Traga o teu gosto a degustar minha pele Tua voz, teu cheiro em mim (Explore o que é teu) Deite, sinta, prove, acalente... Brinque com meu sorriso Enquanto nossos fios brincam de ser os mesmos Enquanto quimeras se constroem Sem permissão de ser – porque já são Enquanto o sol pensa o arrebol E este pensa a noite e aquela estrela Que não foge, apenas se afasta Para que o nosso brilho Ilumine a penumbra d’antes E desbrave as impressões Dos dias E noites E sonhos Que virão. Escrito por Júnia Mara às 20:08:55 [] [envie esta mensagem] Inconstância Procurei o amor, que me mentiu. Florbela Espanca Escrito por Júnia Mara às 13:37:11 [] [envie esta mensagem] O Fruto-Dor |
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